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Desabafo - Meu eu perdido dentro de mim
Eu nem sei por onde começar... Pelo começo, né?!
Bom, lendo um post da A.., deparei-me com algo que tocou bem lá
no fundo: a questão de mudanças com a limpeza e o fato do
ego não querer abrir mão dos antigos padrões (memórias).
Eu gosto muito de escrever, sabe? Até quando orava, eu preferia
falar com Deus através de palavras escritas.
Eu ando meio irada com Deus, com a vida, com o mundo! Tenho praticado
o Ho'opo, mas às vezes parece tão difícil!!! Dói
tanto!!! Estou num momento de solidão, a vida parece ter perdido
o sentido. Não sinto "tesão" por nada! Eu nem
consigo me amar! Eu tô tentando... Terapia + remédios + respirar
fundo + Ho'opo...
Mas aqui dentro há um vazio sem fim...
Ontem, minha mãe veio conversar comigo. Enquanto eu dizia que não
quero mais viver, ela chorava e dizia que olha para minhas fotos em que
estou sorrindo e parece que eu estou chorando...
Cadê minha felicidade??? Cadê aquela mulher-menina que ria
à toa??? Cadê eu??? Tô perdida, dentro de mim mesma...
Não consigo mais me encontrar...
Havia escrito, dois dias antes (sexta-feira), em algumas folhas de papel,
todas as frustrações, traumas, tudo o que pude lembrar desde
a infância... Momentos, decepções, pessoas... Eu era
tão pequena! Não merecia passar por aquilo tudo! A ira veio
com tanta força que eu pensei que fosse explodir! E Deus foi o
primeiro acusado da minha lista...
Resolvi limpar tudo. Sábado, tranquei-me no quarto e limpei cada
sentimento contido naquelas frases, naquelas folhas de papel... Eu senti
uma imensa dor de cabeça e nunca bebi tanta água!!! Tive
sede! Muita sede! Era como se eu fosse me esvaziando e sentisse a necessidade
de me preencher com algo. Fiquei cansada física e mentalmente.
Deitei e cochilei um pouco. Não senti paz, mas também não
senti tanto incômodo.
Ontem, veio tudo, com tanta força! Eu quis me arrumar e ir ao shopping,
mas não consegui sair da cama, a não ser para tomar banho
e comer. Andei falando bobagens, pensando coisas ruins... A solidão
ferrenha sufoca! Eu queria me bastar, sabe? Eu daria minha alma em troca
de felicidade e paz...
Até quis fazer um trato com Deus: já que sofri durante 30
anos (nunca fui feliz de verdade, apenas tive alegrias momentâneas),
que ele me desse 30 anos de felicidade e eu morreria mui feliz com 60!
Meio infantil, mas é porque eu não sei até quando
vou resistir à pressão...
À noite, não tinha mais lágrimas... Eu até
senti uma certa paz... Mas não sei ao certo...
Não consegui dormir. Peguei no sono à 4 da manhã.
Ordenei ao subconsciente para me despertar às 6h. E assim ocorreu.
Segunda-feira, mais um dia, tudo de novo... E eu aqui, sem saber direito
quem sou, o que eu quero e pra onde eu quero ir...
Eu preciso me reencontrar..
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Algumas respostas:
Resposta de A.
Menina linda! Você me inspirou, talvez tenha surgido uma
"empatia"...Algumas vezes até eu afroxo e deixo as lágrimas
cair... Quando eu li seu relato, em um primeiro momento eu fiquei sem
saber o que escrever para você, mas queria muito escrever para VOCÊ,
Deus sabe porque... Mas deixei rolar e me entreti com minha filha, porém
você estava lá, a tal da empatia, pois é...E então
voltei ao seu tópico e ai fluiu...Não sei se vai entender,
mas ao identificar em você algumas "supostas" características
depressivas surgiu esse texto meio poema enrolado...
Nosso medo muitas vezes nos impede de viver coisas que
poderiam nos alegrar... As nossas mágoas, culpas, inseguranças
só ocupam um espaço precioso no nosso coração...
Um espaço que poderia ser ocupado pelo Amor... Sei que não
é fácil não acessar certas lembranças, mexer
em dores antigas... Muitas vezes nem temos consciência de que agimos
de determinada forma por causa delas. Todos nós queremos muito
viver o Amor e ter no coração esse sentimento tão
bonito. Mas não esse amor que já vem revestido de tantas
memórias de dores e de tantas condições. Queremos
um Amor que temos guardado bem lá no fundo do nosso coração...
Eu acho que todos nós temos a memória do que é o
verdadeiro Amor e isso nos faz sonhar com essa possibilidade... Mesmo
que muitas vezes as nossas experiências nos mostrem outro tipo de
amor, ou muitos outros tipos, nunca desistimos porque sabemos que ele
existe naquela forma da qual nos lembramos sem lembrar, simplesmente pressentimos
sem conseguir dar forma... Para que este Amor se manifeste é preciso
que deixemos ir os sentimentos que impedem que ele apareça...
Para você R, com todo meu AMOR:
“É inverno dentro e fora de mim e o sol? Ah, o sol!
Não me aquece... O presente se esvai sobre as últimas horas
do dia... Um mero conceito de divisão e organização
do tempo, sem qualquer concordância com o estado caótico
das dimensões emocionais da vida...
Eu sou alguém que apenas olhei, mas não vi, que recusei
antes de conhecer, que repeli sem sequer ter tocado... Surpreende essa
ausência de mim, o silêncio...
Cada gesto meu, desarma e neutraliza as forças...
Deixo-me ficar... Sem intenção de seguir para o destino
certo e seguro, porém rotineiro e desinteressante...
Arrisco a imprudência... Talvez demasiado... Talvez na dose exata...
Como pode doer uma coisa que não se sente nem se agarra? No entanto,
ela dói... Não há como localizar o epicentro da dor
e extraí-la com simples ou complexa cirurgia... Talvez por isso
que primeiro os doentes da alma iam para a fogueira, depois para os hospícios
e agora para o divã do psiquiatra... Outros andam por aí
a vaguear no espaço, tão vago e incontrito como a própria
alma, ou
afloram à pretensa realidade em busca de iluminação...
Contínua dualidade, o limbo da criatura humana... Um viver entre
dimensões físicas e sensoriais, esmagadas no limiar de ambas,
uma marca na carne, uma ferida na alma...
Morrem as flores... Triste recaída depressiva, quase uma compulsão...
Algo impelindo a uma destruição progressiva... Que andei
a fazer de mim? Onde foi a minha essência? Onde esqueci a sensatez?
Onde perdi a sanidade? Para onde se extraviaram os conceitos? Alienei-me
uma vez mais...
Os pensamentos fluem sem medida, sem tempo, claros, inteiros, enchendo
a noite com um luar de esperança e abrindo veredas de possibilidades
infinitas...
Com um abraço despeço-me do passado e volto a dar e a receber
num só gesto de partilha... Existe em mim essa vontade que me traz
aqui...
Esse fio de esperança, essa parte divina que habita em mim, que
se apresenta na forma de AMOR."
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Chave de LUZ!!!!!!
Neste momento em que leio este post, aproveito para compartilhar uma linda
mesagem que recebi hoje de uma das amigas participantes do Ho'oponopono;
há momentos em que parece mesmo que nada mais há a fazer,
e são nestas horas que só a Entrega consentida abre portas
para a Paz... todos nós um dia já passamos por situações
em que o " final do túnel" parecia muito distante, mas
a LUZ sempre esteve lá, bastava que continuássemos a caminhada..
e assim passo a passo, desapegando-se do que não fazia mais sentido,
reformando e transformando os enredos encenados até então,
a sensação de leveza e liberdade nos fazia re nascer...
é assim. Cada dia aí está com possibilidades infinitas
de reeditarmos o " filme" de nossas vidas, só depende
de nós.
Vitória, Vitória, Vitória!!!!
Paz e Bem!!!
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Sou uma pessoa que aceita tudo que a Divindade me manda como sendo
para meu BEM. Apenas não crio expectativa de quando as coisas vão
acontecer. Entrego, aceito, agradeço, confio e continuo limpando.
Hoje recebi um texto de um amigo que gostaria de compartilhar com você.
No livro “Escutando os Sentimentos” de Wanderley
S. de Oliveira, No capítulo “Receituário oportuno”,
Ermance Dufaux nos diz ser necessário ingerir três medicações
com freqüência:
Acreditar que você merece a felicidade,
Ser feliz é contentar-se com o que se é, sem que isso signifique
estacionar;
é o amor a si;
Parar de encontrar motivos externos para suas dores;
Encontrando-lhes as causas íntimas (dentro de cada um está
a cura para todos os seus males);
Lembre do texto de Dr. Len “quando você queira ou deseje melhorar
qualquer coisa na sua vida, existe somente um lugar onde procurar: dentro
de você mesmo. E, quando olhar, faça-o com amor”.
Parar de pensar em felicidade para depois da morte e tentar ser
feliz ainda em vida
(a felicidade resulta da habilidade de consolidar o sentido da vida a
partir do “olhar de impermanência”).
A impermanência é lei divina e é em conseqüência
dela que tudo evolui, recriando-se a cada segundo. É, pois, na
impermanência das coisas que está o próprio progresso
inexorável a que todos estamos sujeitos.
Eu te desejo
A Paz do "Eu"
A Paz esteja convosco, Toda Minha Paz,
A Paz que é "Eu", a Paz que é "Eu Sou".
A Paz para todo tempo, agora e para sempre e eternamente.
Minha Paz "Eu" lhe dou, Minha Paz "Eu" deixo contigo,
Não a Paz do mundo, mas, somente Minha Paz,
A Paz do "Eu"
Te Amo, Sou Grato, Colibri, ALADIM!
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